quarta-feira, 30 de julho de 2008

Australiano sobrevive em deserto comendo cupins

Ex-dedetizador passou quatro dias comendo insetos até ser salvo por aborígenes.
Foto: BBC
Theo Rosmulder, que sobreviveu ao deserto australiano do Outback comendo cupins. (Foto: BBC)

Um australiano de 52 anos de idade conseguiu sobreviver quatro dias no deserto comendo insetos até ser salvo por aborígenes.

Quando o ex-dedetizador se perdeu no Outback australiano - região árida e remota no centro do continente -, Theo Rosmulder achou que ia morrer. Até que se deparou com um cupinzeiro.

"Cupins não têm gosto tão ruim", disse Rosmulder a jornalistas na cidade de Laverton, situada em uma área de mineração no oeste da Austrália.

Na sexta-feira passada, ele saiu à procura de ouro com um grupo de amigos e se perdeu.

Rosmulder acabou se separando do grupo cerca de 130 quilômetros ao norte de Laverton e prosseguiu sozinho, munido apenas de um canivete, uma lanterna e um detector de metais - informou a polícia local.

Achando que jamais seria resgatado, ele disse que procurou "um buraco para se esconder e dizer adeus".


"Eu achei um buraco nas rochas onde os cangurus dormem, me enfiei ali, me cobri com uns arbustos e passei a noite."

Proteína

No dia seguinte, a descoberta dos cupins mudou o destino de Rosmulder. "Eu tirei a parte de cima do ninho e fui em frente", disse o australiano.

Quando foi encontrado, Rosmulder estava sofrendo de desidratação mas, surpreendentemente, estava em ótimas condições. Os insetos tinham sido uma boa fonte de umidade e proteína.

A polícia local iniciou uma grande operação de busca ao raiar do sol no sábado, com dezenas de homens rastreando por terra e ar um território de aproximadamente 200 quilômetros quadrados.

Mas foi um grupo de aborígenes locais que encontrou Rosmulder, ainda carregando seu detector de metais, na terça-feira pela manhã.

"Foi mágico, eu simplesmente desmaiei", disse Rosmulder, antes de acrescentar que pretende continuar procurando ouro.

Americano é acusado de matar e congelar mulher

Um homem de Mobile, no Estado americano do Alabama, está sendo acusado de assassinato, estupro, sodomia e incesto. A polícia acredita que Anthony Hopkins, homônimo do ator, matou sua mulher e colocou o corpo em um freezer, segundo informa nesta quarta a rede americana Fox.

De acordo com a polícia, pelo menos um dos oito filhos de Hopkins foi abusado sexualmente por ele. A denúncia foi feita por um dos filhos na noite de segunda-feira.

Depois que o homem, um pregador evangélico, foi denunciado pelo filho, a polícia revistou a casa e encontrou o corpo da mulher congelado.

A polícia acredita que a morte não seja recente. Arletha, mulher de Hopkins, foi vista pela última vez há cerca de três anos.

Uma autópsia deve confirmar nos próximos dias se o corpo é mesmo de Arletha. A identificação é mais complicada porque o cadáver está congelado. Por enquanto, as crianças estão sob custódia do Estado.

Internautas usam site para dar 'zoom' em banhistas

Um site permite ao surfista conferir, em tempo real, a condição de praias no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Contudo, muitos internautas utilizam as câmeras instaladas pelo portal e-surf, com nitidez acima da média e capazes de girar 360°, para observar as banhistas.

Internautas usam câmeras de site de surf para observar banhistas

Internautas usam câmeras de site de surf para observar banhistas

Qualquer usuário pode, ao acessar o site, girar a câmera, alterar seu ângulo e acionar seu potente zoom por períodos que variam de 30 segundos a 3 minutos e meio, depende da fila online. Quando o tempo acaba, o internauta passa a ver o que o próximo usuário quer enxergar. E todas as imagens podem ser salvas no computador.

As câmeras do e-surf fiscalizam praias de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio, onde miram para o mar, e quem nele se banha, da Barra da Tijuca, Saquarema e Itacoatiara, em Niterói, freqüentado por surfistas e jovens.

Os freqüentadores, que quase não notavam a câmera, agora regulam até a forma de pegar um bronze. "É um atrevimento. Já vi darem closes nos seios e no bumbum de colegas minhas. Às vezes ficam até 10 minutos parados só vendo partes íntimas!", critica a estudante de Jornalismo Raquel Couto, 25 anos.

Amiga de Raquel, a arquiteta Mariana Levoratto, 28 anos, também não esconde a revolta. "Há anos a gente vem aqui para relaxar, descansar, mas agora essa câmera maldita só nos deixa tensas, estressadas", reclama.

O estudante de Educação Física Breno Faro, 26 anos, e sua namorada, a gerente de loja Suzana Palácios, 27 anos, também criticam o sistema. "Além de ser uma invasão de privacidade, não sabemos o que as pessoas fazem com as imagens capturadas. E se cair nas mãos de um tarado?", questiona Suzana.

"O ideal seria colocarem a câmera fixa, mostrando só as ondas e parte do céu. Isso já bastaria para orientar os surfistas", sugere Breno, que também pega onda. Mas há quem enxergue vantagens no sistema. "Para mim está ótimo. Com medo de serem flagrados, viciados em drogas estão evitando a praia", diz o aposentado Julião Ferraz Gumercindo, 53 anos.

Professor: acesso livre viola a Constituição
Marcos Tadeu von Lutzow Vidal, professor de Engenharia de Telecomunicações da UFF e especialista em segurança de redes de computadores, considera "irresponsável" a forma de monitoramento de câmeras sem limites pela Internet. "Esse sistema representa perigo e dano real às pessoas. Estupradores, assaltantes ou seqüestradores podem passar dias observando a rotina de vítimas. Elas também podem acabar parando em filminhos pornôs", alerta.

Para Marcos Tadeu, o site e-surf pode ser responsabilizado judicialmente por qualquer uso indevido de imagens. "Está na Constituição. A intimidade das pessoas é inviolável", justifica. É o que fará um advogado de 36 anos que teve uma surpresa desagradável. "Vou processar esse site. Vi minha mulher, que tomava sol em Itacoatiara, sendo monitorada por uma pessoa que só pode ser um desequilibrado mental, pois ele ficou vários minutos focalizando a parte de baixo do biquíni dela", conta, revoltado.

Homem que deixou namorada dois anos em privada ganha condicional nos EUA

Kory McFarren foi condenado a seis meses de prisão por maus-tratos a adulto. Mas a própria vítima intercedeu a seu favor por acreditar que ele não teve culpa.

Foto: Lindsey Bauman/AP
A casa de Kory McFarren (Foto: Lindsey Bauman/AP)

O norte-americano Kory McFarren, preso por ter deixado sua namorada vivendo durante dois anos em uma privada, foi condenado na terça-feira (29) a seis meses de prisão, mas ganhou direito a responder em liberdade condicional depois que a própria vítima, Pam Babcock, pediu indulgência para ele.

Pam não acredita que estava naquela circunstância por culpa dele, segundo Craig Crosswhite, promotor do condado de Ness.

O caso de Pam veio a público em fevereiro, quando McFarren chamou a polícia do condado, expressando preocupação em relação ao estado da namorada, que não saía havia dois anos do banheiro da casa do casal, em Ness City, no estado do Kansas. Quando as autoridades chegaram ao local, encontraram a mulher fisicamente grudada ao vaso sanitário.

À época, McFarren contou à polícia que Pam havia se recusado a sair do banheiro durante dois anos. Ele disse que sua única culpa no caso era "não ter procurado socorro antes". Ele também disse não ter enfrentado problemas no período porque a casa tinha um segundo banheiro. McFarren acabou sendo acusado de "maus-tratos a adulto dependente".

Médicos estimaram que Pam passou mais de um mês sentada no vaso ininterruptamente, e que o assento aderiu a chagas em sua pele. Agora, ela está recebendo tratamento em um hospital, sob a proteção de um guardião designado pela Justiça.

Também nesta terça-feira, McFarren foi condenado a seis meses de prisão por um outro caso, no qual ele é acusado de perversão e comportamento lascivo por ter se exibido para um vizinho adolescente em março.

Russos tentam segurar amor com cadeados em árvore

Os recém-casados de Moscou, na Rússia, encontraram uma maneira diferente de tentar eternizar o amor. Após o matrimônio, eles vão à ponte Luzhkov, conhecida como "Ponte dos Amantes", e colocam um cadeado em uma das árvores de ferro do local, informa a agência AP nesta quarta-feira.

Pessoas observam

Pessoas observam "Árvores do Amor" repletas de cadeados, em Moscou

A novo credo diz que o amor do casal durará enquanto os cadeados permanecerem fechados nas "Árvores do Amor". Para garantir que ninguém abra o coração de seus amados, eles jogam a chave da tranca no rio Moscou.

Quando a tradição começou, no verão passado, as autoridades serravam os cadeados por julgarem que prejudicavam a decoração da ponte. No entanto, devido à grande quantidade de cadeados de todos os tipos e tamanhos que eram colocados no local, a administração da capital russa decidiu permitir que a mania prosseguisse.

Agora, a prefeitura planeja "plantar" uma alameda de árvores ao longo do Canal da Liberdade do rio Moscou.

Californiano pesca peixe de mais de 440 kg

Um pescador californiano capturou ontem um peixe de mais de 440 kg, o segundo maior da história do Hawaiian International Billfish Tournament, um campeonato realizado há 49 anos no Estado americano do Havaí.

Robert Dudley exibe marlin azul gigante que pescou em Kona Coast, Havaí

Robert Dudley exibe marlin azul gigante que pescou em Kona Coast, Havaí

"É um magnífico peixe. O que mais se pode dizer?", declarou Robert Dudley, o sortudo pescador. Ele levou aproximadamente 2 horas e 20 minutos para capturar o marlim, mas ainda não garantiu o título deste ano, já que a competição não terminou.

O único animal maior já pescado na história do torneio pesava mais de 480 kg e foi capturado em 1986. A competição anual reúne pescadores de locais distantes como Nova Zelândia, Portugal, África do Sul, Japão e Papua Nova Guiné.

Este ano, 26 equipes disputam o título de quem pesca o maior peixe até a próxima sexta-feira.



Mulher atacada por raposa pede socorro ao marido e leva tiro

Homem disparou sete vezes para afugentar animal no quintal de casa. Seis tiros acertaram o alvo, mas um atingiu a perna da mulher.

Um morador de Levy County (Flórida, EUA), usou uma arma para tentar afugentar a raposa que atacava sua mulher, mas não teve uma pontaria das mais certeiras.

O casal percebeu a aproximação de um animal no quintal durante a manhã de sexta-feira (25) e saiu para ver o que era.

Foi quando a raposa apareceu e atacou a mulher, mordendo a perna esquerda dela.

Como o animal não dava sinais de que iria soltar a vítima, ela pediu que o marido pegasse uma arma para resolver a situação. Ele voltou com uma carabina calibre .22 e atirou sete vezes - matou o animal, mas também acertou a perna de sua mulher. Ela foi levada a um hospital para tratamento.

Meio século após aparição, 'macaco de Marte' faz sucesso nos EUA

Bicho foi 'maquiado' para simular aparência alienígena. História ganhou destaque em diversos jornais; hoje, animal é exibido em museu.

Foto: AP
Restos do macaco são exibidos em museu. (Foto: AP)
Outros museus podem exibir objetos mais sofisticados. Mas o pequeno museu da Agência de Investigação da Geórgia, nos EUA, se orgulha de ter em seu acervo aquele que é conhecido como o “macaco de Marte”. Preservados em um vidro cilíndrico, os restos desse animal fazem parte de uma história alienígena criada há 55 anos, que ganhou espaço em diversos jornais.

Numa época em que a histeria sobre ovnis (objeto voador não-identificado) tomava conta dos Estados Unidos, dois barbeiros e um açougueiro “maquiaram” o macaco morto para acreditarem que ele era de Marte. Para isso, cortaram o rabo do bicho, aplicaram um removedor de pêlos e tingiram sua pele de verde.

Eles deixaram o animal em uma estrada ao norte de Atlanta, pouco antes do anoitecer na noite de 8 de julho de 1953. Criaram um círculo no asfalto com um maçarico, em volta do bicho, até que um policial fazendo ronda testemunhou a cena.

Ao policial Sherley Brown, o primeiro a ver o “macaco de Marte”, os barbeiros Edward Watters e Tom Wilson e o açougueiro Arnold Payne disseram ter visto um objeto com o formato de disco voador parado na estrada. Segundo eles, diversas criaturas com cerca de 60 cm de altura corriam pelo local. O trio chegou a bater em uma delas e, então, todas voltaram à nave – quando levantou vôo, ela deixou o asfalto queimado.

O policial registrou a ocorrência na delegacia e, depois disso, o telefone começou a tocar sem parar. “A Força Aérea e todo mundo queria descobrir mais sobre os fatos”, afirmou Brown, aposentado em 1985. A notícia se espalhou e um veterinário que chegou a examinar o corpo do macaco disse que “ele era de outro mundo”. Um jornal desenhou o disco voador descrito pelos três homens.

Na noite seguinte, o professor de anatomia Marion Hines, da Emory University, examinou a criatura com outros especialistas e afirmou que se tratava de uma brincadeira. “Se ela veio de Marte, eles têm macacos em Marte.” Watters, Wilson e Payne admitiram ter criado toda a história e pagaram uma multa de US$ 40 por obstruir a estrada. Hoje, mais de 55 anos depois do ocorrido, ainda não ficou claro onde os homens encontraram o macaco.



FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL706031-6091,00-MEIO+SECULO+APOS+APARICAO+MACACO+DE+MARTE+FAZ+SUCESSO+NOS+EUA.html

Gato obeso abandonado procura novo lar nos EUA

'Princesa Gordinha' tem 20 kg, e foi encontrada no sábado. Dona de abrigo de animais quer obrigá-la a fazer dieta.

Foto: Reprodução/chicagotribune.com
'Princess Chunk, com 20 kg, corre o risco de ir parar em abrigo para animais. (Foto: Reprodução/chicagotribune.com)
Moradores de Voorhees, no estado americano de Nova Jersey, têm um grande problema para resolver nos próximos dias. Grande? Mais precisamente, de 20 kg. Eles procuram um lar para a gata 'Princesa Gordinha', encontrada abandonada e sem coleira vagando pelo centro da cidade no sábado (26).

"Ela parece um jogador de futebol americano", brinca Debora Wright, voluntária do abrigo de animais que, temporariamente, cuida da gata. Ela tem certeza de que o bichano foi abandonado pelos donos. "Acho improvável que alguém perca um gato de 20 kg. E a 'princesa' não conseguiria fugir", afirma.

O recorde de peso para gatos, segundo o livro Guinness dos recordes, é de 21,3 kg. O animal, que vivia na Austrália, morreu nos anos 80. O Guinness, no entanto, parou de aceitar novas marcas nessa categoria, temendo que donos prejudicassem a saúde de seus próprios animais só para quebrar o recorde.

A partir do próximo sábado, 'Princesa' vai ser colocada para adoção. Wright pretende conversar com os novos donos para que a gata seja colocada em uma dieta, acompanhada por uma veterinária. "Acho que dá para colocar uma coleira nela e levá-la para passear, como um cachorro", diz Wright.



FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL706191-6091,00-GATO+OBESO+ABANDONADO+PROCURA+NOVO+LAR+NOS+EUA.html

Escola na Tailândia tem banheiro para transexuais

Um banheiro para transexuais instalado numa escola de ensino médio na Tailândia virou sucesso entre os alunos da instituição.

A escola Kampang, localizada no nordeste do país, instalou os banheiros depois de uma pesquisa apontar que 20% dos alunos se consideravam transexuais.

De acordo com o diretor, Sitisak Sumontha, esses estudantes eram importunados por outros alunos quando usavam os banheiros masculinos. Quando passaram a usar as instalações para as meninas, a situação não melhorou.

"Isso causou desconforto entre as garotas e deixou os alunos transexuais infelizes, o que começou a afetar sua produtividade na escola", afirmou o diretor.

Foi então que a diretoria da escola decidiu construir os banheiros para transexuais, cuja entrada traz uma placa com um boneco rosa e azul, metade feminino, metade masculino.

"Não somos meninos. Não queremos usar o banheiro dos meninos queremos que eles saibam que somos transexuais", disse Triwate Phamanee, 13, que sonha em fazer uma cirurgia para mudança de sexo.

"As pessoas precisam saber que ser transexual não é uma brincadeira. É como queremos viver nossas vidas. Por isso somos gratos pelo que a escola fez", reforçou Vichai Saengsakul, 15.

Comportamento

Os alunos transexuais da escola Kampang andam juntos como um grupo e praticam seus maneirismos femininos com exagero. O mais jovem estudante a se declarar transexual tem 12 anos de idade.

Apesar de serem obrigados a usar o uniforme masculino, eles usam acessórios femininos e tentam colocar um pouco de batom e rímel, mesmo com a proibição do uso de maquiagem na escola.

Eles são tratados de maneira perfeitamente normal pelos professores e outros estudantes. Quando questionado sobre a precocidade com a qual os alunos decidem sobre a opção sexual, o diretor da escola afirmou que, em 35 anos trabalhando no sistema educacional, já encontrou muitos meninos travestis e nenhum deles mudou de opinião.

Segundo Sumontha, a presença dos jovens travestis nas escolas é algo comum e muitos deles acabam fazendo a cirurgia de mudança de sexo quando se tornam adultos ou vivem como homens gays.

Sociedade

A Tailândia é famosa pela tolerância com os homens transexuais e a presença deles é visível no cotidiano do país. A cirurgia de mudança de sexo se tornou uma especialidade na indústria tailandesa de saúde e é relativamente barata no país, o que atrai pacientes de diversas partes do mundo.

Para a travesti Suttirat Simsiriwong, cuja atitude feminina é realmente convincente, torna difícil não acreditar que não nasceu como mulher, muitos homens tailandeses que são gays, tendem a ser transexuais.

"A sociedade e a cultura tailandesa são muito doces e suaves e os homens podem ser muito femininos", disse.
Ativista dos direitos dos transexuais, ela concorda com a adoção dos banheiros específicos para esses alunos nas escolas do país.

"Nessa idade é bom para eles ter um lugar específico. Mas quando eles terminarem a universidade, irão procurar ajuda médica e não precisarão ir em um banheiro para transexuais porque serão aceitos como mulheres por isso, freqüentarão o banheiro feminino", afirmou.

Discriminação

De acordo com Simsiriwong, a tolerância da sociedade não quer dizer que todos aceitam os transexuais, já que a discriminação ainda é presente.

Muitos reclamam que ainda sofrem com estereótipos e conseguem empregos na indústria da beleza, na mídia ou como prostitutas com facilidade, mas enfrentam dificuldades para serem contratados como advogados ou banqueiros.

Além disso, uma das principais reclamações dos transexuais do país é o fato de que eles não podem mudar seu status legal.

Uma proposta para permitir a mudança de sexo nas carteiras de identidade dos transexuais ainda não foi aprovada pelo governo.

Casal francês é condenado por fazer sexo em monumento histórico

Um casal foi condenado na França a quatro meses de prisão por ter feito fotos e vídeos pornográficos em um monumento em homenagem aos mortos na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), nos arredores da cidade de Arras, no norte da França.

Julgados por exibicionismo sexual, eles também foram condenados a pagar uma multa de 2.000 euros (cerca de R$ 5 mil), além de uma indenização simbólica no valor de um euro ao governo do Canadá, que criou o monumento.

A sentença foi dada com suspensão condicional da pena, portanto eles não terão de cumprir os quatro meses de prisão.

O casal, de cerca de 30 anos, divulgou as fotos e vídeos em um site pago criado por eles na internet.

Nos computadores do casal, a polícia encontrou cerca de 200 fotos e vários vídeos pornográficos. Os dois franceses ganharam 3.000 euros (cerca de R$ 7.300) com a venda das imagens.

"Brincadeira sexual"

Eles afirmaram durante a audiência que queriam apenas fazer uma "brincadeira sexual" e que não tinham consciência da "importância simbólica do monumento".

O marido disse que considerava o local como "uma área de passeio".

Nas paredes do memorial de Vimy estão inscritos os nomes dos 11.285 soldados canadenses desaparecidos na França durante a Primeira Guerra, cujos corpos não foram localizados.

O monumento é considerado importante para o patrimônio histórico e cultural do Canadá.

Além disso, a região de Vimy é um local de grande peso histórico na França em relação à Primeira Guerra Mundial. Em uma área de apenas 20 quilômetros ao redor do monumento, existem 30 cemitérios militares.

A polícia francesa foi alertada por representantes canadenses. Eles reconheceram as trincheiras de Vimy e as colunas do monumento nas imagens divulgadas na internet.

No início do ano, um outro casal já havia sido condenado pela Justiça por atos de exibicionismo no mesmo local. Na época, as sanções foram mais amenas: um mês de prisão com suspensão condicional da pena e multa no valor de 150 euros (cerca de R$ 375).

"Há muito tempo o memorial de Vimy é conhecido como um local de exibicionismo sexual.

Mas graças à internet é mais fácil identificar os autores", afirmou a procuradora substituta de Arras, Elise Bozzolo.

O terreno onde foi construído o monumento foi doado pela França ao Canadá em 1922 para recompensar a vitória conquistada pelas tropas canadenses na retomada do cume da montanha de Vimy.

A área era um ponto central da estratégia de defesa das tropas alemãs.

O local era tão protegido que durante os três primeiros anos da guerra, todas as tentativas das forças aliadas para retomar a região haviam fracassado.