segunda-feira, 28 de julho de 2008

Câmera em zona de prostituição rende multa na Espanha

Agência puniu moradores que postaram vídeos no YouTube para coibir atividade.

Autoridades espanholas multaram em 601 euros (cerca de R$ 1.500) moradores de uma região central de Madri que filmaram e postaram no site YouTube imagens de prostitutas negociando preço com clientes.

Os 22 vídeos que mostravam as garotas de programa trabalhando na rua Montera, região central da capital espanhola, tinham como objetivo servir de inibidor para potenciais clientes, diziam os vizinhos.

Entretanto, a Agência Espanhola de Proteção de Dados entendeu que a veiculação das imagens de transeuntes acarreta uma "violação grave" das leis de privacidade, já que só poderia ser levada adiante com o consentimento dos retratados.


Foi a primeira vez que a Agência Espanhola de Proteção de Dados emitiu uma multa pela difusão de imagens em sistemas de compartilhamento de vídeos, como o YouTube, afirmou o órgão.

Sem prestar mais detalhes, a AEPD informou que está analisando outros casos nos quais indivíduos se tornaram, sem saber, protagonistas de vídeos levados a público.

Entretanto, as autoridades optaram por emitir uma multa de valor pequeno - o mínimo possível - considerando a vontade expressada pelos moradores de melhorar a segurança pública no local e o recurso de distorção de imagens dos passantes adotado em 20 dos 22 vídeos postados.

O caso foi parar na AEPD depois que a iniciativa dos moradores virou notícia na imprensa espanhola, no ano passado. Em reportagens na mídia local, moradores acusavam prostitutas imigrantes de causar tumulto e trazer insegurança para a área.



Bebê deve ser enterrado na Inglaterra depois de 21 anos congelado

Um bebê morto aos quatro meses de idade deverá ser enterrado depois de passar 21 anos congelado em uma câmara mortuária de um hospital no norte de Londres, por causa de uma disputa sobre a causa de sua morte.

Christopher Blum morreu na mesma noite em que tomou uma vacina tríplice de rotina no hospital North Middlesex. A causa indicada no atestado de óbito é "síndrome da morte súbita", versão que não é aceita pelos pais. Eles afirmam que uma amostra de sangue retirada do bebê indicava uma infecção, que seria resultado de uma vacina contaminada.

Com a disputa, os pais se recusaram a assinar o registro de óbito, impedindo que o bebê fosse enterrado e fazendo com que o corpo permanecesse congelado na câmera mortuária desde então, a um custo de 15 libras (cerca de R$ 50) por semana.

Com autorização do Registro Geral, a subprefeitura de Enfield, onde funciona o hospital, registrou a morte de Christopher Blum sem a assinatura dos pais e entrou em contato com a família, pedindo que eles decidam até o dia 18 de agosto como querem o funeral e o que querem inscrito na lápide do túmulo.

"Nós reconhecemos que este é um assunto difícil e sensível para o senhor Blum. Mas, depois de 21 anos, acreditamos que Christopher deve agora descansar", informou a subprefeitura, que deve arcar com os custos do funeral.

Segundo a mídia britânica, o pai de Christopher, Steven Blum, estaria se preparando para apelar da decisão da subprefeitura na Alta Corte, como uma última tentativa de impedir o funeral.

Os jornais afirmam que o hospital alega que a amostra de sangue foi contaminada em laboratório, mas o pai reclama que outras duas amostras de reserva sumiram, bem como os órgãos do bebê.

Ele diz que simplesmente não aceita o registro de óbito porque a síndrome da morte súbita é apresentada quando não há uma causa estabelecida para a morte, o que, segundo ele, não seria o caso de seu filho.

Steven Blum se disse "enojado" com a situação, alegando que ainda não encerrou suas investigações. O caso dele chegou a contar com o apoio de uma organização de vítimas de acidentes médicos (Avma, na sigla em inglês). Seu pedido pela abertura de um inquérito, no entanto, foi negado.



domingo, 27 de julho de 2008

Entregador vira "entrega especial" após a morte

O americano Jeff Hornagold, de Crystal Lake, no Estado de Illinois, adorava o seu trabalho como entregador de uma companhia de entregas expressas.

Por isso, quando ele morreu de câncer do pulmão, na semana passada, o seu colega de trabalho Michael McGowan concordou que o corpo do amigo fosse a sua última entrega.

McGowan transportou o corpo de Hornagold de uma funerária até o local onde seria realizado seu funeral no sábado em seu caminhão da empresa de entregas.

Ele contou que pretende colocar uma foto do colega morto na cabine do caminhão, fazendo com que eles continuem "trabalhando juntos".

Hornagold foi motorista da companhia por 20 anos. Sua mulher, Judy, o descreveu como "o funcionário mais feliz da empresa". Ela afirmou que a "entrega especial" de McGowan foi uma homenagem perfeita para o seu marido.

Atletas suspeitos dos Jogos farão exame de sexo

Autoridades de Pequim anunciaram neste domingo a instalação de um laboratório em um dos hospitais da cidade, que ficará encarregado de fazer testes de gênero em atletas suspeitos, informou a agência Xinhua.

Os atletas suspeitos serão submetidos a exames de sangue, a partir dos quais terão hormônios, genes e cromossomos analisados. Três dias depois, os resultados serão liberados, destacou Tian Qinjie, do Hospital Peking Union Medical College.

Os casos em que um atleta de um sexo compete em modalidades do outro gênero - geralmente homens em provas de mulheres - são muito raros. A média é de uma ocorrência para cada 500-600 atletas que se submetem a testes do tipo.

O primeiro caso com estas características na história do esporte aconteceu em 1967, quando a atleta polonesa Ewa Klobukkowska, parte da equipe ganhadora do ouro no revezamento 4x100m, em Tóquio 1964, foi reprovada nos testes de gênero, razão pela qual foi banida do esporte profissional.

Os testes de gênero foram abandonados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), mas continuam sendo efetuados em competições esportivas na Ásia.

Em 2006, uma atleta indiana perdeu sua medalha de prata nos 800m dos Jogos Asiáticos de Doha, ao ser pega no exame.

Os Jogos de Pequim serão realizados de 8 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com a exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito.



FONTE: http://esportes.terra.com.br/pequim2008/interna/0,,OI3032641-EI10378,00-Atletas+suspeitos+dos+Jogos+farao+exame+de+sexo.html

Barulho ‘fantasma’ atormenta casal de velhinhos nos EUA

Apenas o casal, que mora há 42 anos na mesma residência, ouve o som. Mulher às vezes vai dormir no porão, por se sentir incomodada com barulho.

Segundo Bob e Leona Ehrfurth, o som que os atormenta há dois anos se parece com o de um motor barulhento, que tem uma vibração sutil. Às vezes ele é interrompido, especialmente quando o casal tenta mostrar para autoridades de Green Bay (Wisconsin, EUA) ou especialistas em acústica o que ouvem o tempo todo.

O som impede que Leona, 76, durma. “É como se houvesse algo ligado lá fora com o motor funcionando, mas quando olhamos não vemos nada”, afirmou. Ela e seu marido, de 75 anos, moram na mesma casa há 42 anos. Bob dorme, mas ainda assim acha o barulho irritante. “Não interessa se as janelas estão abertas ou fechadas. Sempre é possível ouvir”, disse ele.

Eles não escutam esse mesmo som quando estão fora de casa e, por isso, afirmam que não se trata de um problema de saúde. A cidade chegou a contratar uma empresa por US$ 1 mil para fazer a análise do barulho, mas essa companhia não identificou qualquer som ou vibração significante.

Os vizinhos dos Ehrfurth não reclamam do problema, mas alguns dizem escutar esse mesmo barulho. O casal afirma que ele começou na mesma época em que a paróquia St. Bernard, do outro lado da rua, fez uma reforma em seu telhado, chaminé e sistema de tubulação. No entanto, o som continua mesmo quando nenhuma dessas estruturas está em uso.

Enquanto o problema não é identificado nem resolvido, Leona Ehrfurth diz que às vezes dorme no porão da casa. “Tento ficar na cama, mas me dá dor de cabeça e não agüento. Poderíamos nos mudar, mas por que faríamos isso? Não somos nós que causamos o problema.”



FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL701183-6091,00-BARULHO+FANTASMA+ATORMENTA+CASAL+DE+VELHINHOS+NOS+EUA.html

Faca que explode melancia assusta polícia britânica

Arma foi criada para ajudar caçadores e pescadores diante de animais selvagens. Ela injeta cápsula de gás que estoura e congela órgãos da vítima.

Foto: Reprodução
Voluntário demonstra ataque com a faca em melancia (Foto: Reprodução)

A polícia britânica está preocupada quanto ao possível uso inadequado de uma pequena faca chamada "wasp" (em português, "vespa"). Quando sua lâmina penetra em algum corpo sólido - uma melancia, como demonstra um vídeo que circula pela web - ela introduz uma cápsula de gás comprimido. A cápsula se rompe e o gás se expande até o tamanho de uma bola de basquete, imediatamente congelando e provocando um respeitável estrago em tudo o que estiver nesse raio de ação.

A Wasp foi originalmente desenvolvida para ajudar caçadores e mergulhadores a abater grandes animais selvagens (como ursos e tubarões) rapidamente. O site da fábrica (que fica nos Estados Unidos) não se envergonha de dizer: “Os efeitos do gás comprimido não só causam uma superinflação quando usada debaixo da água (o que, imagina-se, facilita a subida da presa à tona), mas também congela todos os tecidos e órgãos ao redor do ponto de injeção - na terra ou no mar”.

Se a proposta inicial já não era lá muito nobre, o que se teme agora é ainda pior: a possível proliferação da estranha arma pela internet (ao preço de 200 libras) por pessoas mal-intencionadas e doidos em geral.

Nos Estados Unidos, “wasp” é a sigla para “white anglo-saxon protestant” (protestante anglo-saxão branco). É usada para se referir aos membros das elites ou aos “legítimos” descendentes de linhagens britânicas - em oposição aos norte-americanos de origem hispânica ou aos trabalhadores mais pobres. A faquinha tem potencial explosivo até no nome.

Advogado mineiro constrói casa de ponta cabeça


O advogado de Belo Horizonte Eduardo José Lima, em uma noite de insônia, teve uma idéia inusitada: resolveu que queria construir uma casa de cabeça pra baixo. Literalmente. "Primeiro tive a idéia de fazer um telhado invertido, e desse telhado surgiu a idéia da casa completa," explicou.

Lima conta fez a casa para um filho morar,

Lima conta fez a casa para um filho morar, "mas ele está assustado, acha que não é adequado"

Lima conta que fez a casa para um filho morar. "Mas ele está assustado, acha que não é adequado para uma residência. Se ele realmente não quiser, talvez ela vire um museu ou algo parecido que vou desenvolver".

Para quem passa na rua, a impressão é de que alguma coisa está errada. As varandas, luminárias, caixa de correio e de água, tudo está invertido. As bicicletas e as árvores que enfeitam a pequena calçada que contorna a casa estão penduradas no teto. Já o telhado de um dos pavimentos está enterrado no chão.

A estudante Vitória Liza, 10 anos, é vizinha da construção. "É uma casa muito bonita. É uma criatividade que quase ninguém tem, a gente fica abismado em ver uma bicicleta no teto, nunca vi coisa igual."

A amiga Amanda Gomes, 12 anos, também gostou da idéia. "Muito interessante, ele tem uma criatividade ótima, as duas casas ficaram muito bonitas. Tudo de cabeça para baixo é muito legal mesmo."

A casa ao contrário fica no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. E como está satisfeito com o resultado do trabalho, o advogado já está construindo outra, só que desta vez, não de cabeça para baixo, mas de lado.

"Já falaram que quem idealizou a casa é louco, que devia ter fumado muito, são as mais diversas expressões possiveis, mas muitos dão risadas de espanto e não de deboche," se diverte.

Lima diz que aceita todos os tipos de sugestões. "Se for boa eu acato. Só sei que queria fazer e consegui fazer. Deus me deu inspiração, força e disposição," afirma.

Por dentro, a residência ainda está sendo construída, por isso o advogado não autoriza a entrada de ninguém estranho, por enquanto.

O sistema de energia e água da casa é parecido com uma residência normal. Ele bolou um sistema de captação de água pluvial no telhado que fica embutido na parte superior. A água cai numa caixa que tem capacidade para 50 mil litros.

"A água está difícil, é um recurso escasso, nem tanto para nós, mas vai se tornar algum dia, e o aproveitamento da água de chuva foi a forma que encontrei para minimizar este problema e ajudar ao meio ambiente."

sábado, 26 de julho de 2008

'Colecionadora' de bichos amontoava 117 gatos em casa

Mulher foi presa quando roubava ração para os animais. Sua casa cheirava a urina e o chão estava coberto de fezes.

Uma mulher de 54 anos foi detida na quarta-feira (23) sob acusação de roubar ração para gatos. A polícia de Council Bluffs (Iowa, EUA) chegou então à casa dessa mulher, que tinha 117 gatos, um guaxinim e um coelho.

Segundo os oficiais que estiveram no local, a residência cheirava a urina de gato e o chão estava coberto de fezes. Alguns dos animais estavam doentes e outros, mortos.

Essa não é a primeira vez que essa mesma mulher enfrenta problemas por ter muitos gatos. Em outra ocasião, foram resgatados de sua casa 200 desses bichos.

Ela responderá na Justiça por maus tratos a animais e também a outras acusações.



FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL701111-6091,00-COLECIONADORA+DE+BICHOS+AMONTOAVA+GATOS+EM+CASA.html

"Maníaco" da motosserra faz turnê com ferramenta


A arte de Ray Murphy é suja, perigosa e muito, muito barulhenta. Usando apenas uma serra elétrica, Murphy cria animais e figuras em imensos troncos de árvore, e meticulosamente entalha números em palitos de dente e de pirulito. Quando ele desliga a serra, o trabalho está pronto - Murphy se recusa a lixar, envernizar ou pintar qualquer de suas peças.


"A verdadeira arte de serra elétrica é feita apenas com o uso dela", diz Murphy, 65 anos

"Sou um serrador, e ponto. Uso serras elétricas e me recuso a trabalhar com ferramentas de entalhe", disse Murphy, 65 anos. "A verdadeira arte de serra elétrica é feita apenas com o uso dela." E, por US$ 10, qualquer pessoa pode vê-lo em ação.

Murphy começou no ano passado a apresentar a cada noite um espetáculo com sua serra, um desempenho de 90 minutos durante o qual ele ataca peças de madeira usando entre uma e três serras elétricas. Em cada apresentação, ele pede um voluntário na audiência e faz com que a pessoa use um cinto com uma fivela de madeira, na qual ele entalha alguma coisa. Até hoje, nada de errado aconteceu.

A apresentação acontece ao ritmo de música ruidosa. Murphy trabalha em uma cabine à prova de som que tem um lado feito de plástico transparente; uma câmera suspensa transmite imagens em close-up para uma tela de projeção. A lâmina da serra se aproxima perigosamente da longa barba grisalha do artista.

"É algo de tão incomum que as pessoas nem entendem bem", diz Murphy. O espetáculo surgiu em meio a uma onda de popularidade para os praticantes de sua forma de arte.

Jen Ruth, que empresaria dezenas de artistas da serra elétrica que se enfrentam em competições em todo o país, diz que existem cerca de oito mil deles nos Estados Unidos.

"Como agente, vi uma imensa explosão na arte com serras elétricas", disse Ruth. "Muita gente desejava entrar no ramo porque acha que é uma forma atraente de arte, e que permitirá que eles ganhem dinheiro rápido, mas isso não é verdade."

A maior parte dos artistas trabalha o ano inteiro, e no verão participa de competições e de feiras. Mas ninguém está fazendo o Murphy faz, diz Ruth.

Murphy alega que ele inventou a arte com serra elétrica, em 1953, quando tinha 11 anos de idade. Membro de uma família de lenhadores de Wyoming, ele começou a entalhar troncos e fazer figuras de animais. Continuou com a prática por toda a adolescência, na faculdade e durante suas passagens por diversas empresas madeireiras e pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos.

Murphy e sua mulher se radicaram nas Black Hills do Dakota do Sul. Em 1972, ele comprou um antigo ônibus Greyhound e começou a viajar pelo país vendendo suas peças.

A porção dianteira do ônibus é a sala de exposição; a traseira abriga um beliche. As serras são guardadas no porta-bagagem. Murphy leva a madeira em um trailer que o ônibus arrasta, porque o tipo de madeira de que ele precisa não é abundante em qualquer lugar.

Murphy terminou ganhando fama, depois de aparecer no programa Wide World of Sports, na rede de TV ABC, em 1982, e de entalhar as letras do alfabeto em lápis expostos no museu Ripley's Believe It or Not ("Acredite se quiser", no Brasil), em Myrtle Beach, Carolina do Sul. O museu continua a manter muitos dos lápis em exposição, diz Edward Meyer, arquivista da instituição.

Murphy voltou a Dakota do Sul no começo dos anos 80, mas a área havia se tornado mais comercial. Ele e sua família decidiram sair de carro rumo a leste "para onde Deus nos levasse", e o destino foi Hancock, uma cidadezinha de 2,1 mil moradores na entrada do Parque Nacional de Acadia.

Os negócios no Maine sempre foram bem - tão bem, ele conta, que as pessoas começaram a comprar suas peças mais rápido do que ele conseguia produzi-las. Ele guardou dinheiro para conseguir realizar seu sonho de apresentar um espetáculo diário de arte com serra elétrica.

Sua loja foi transferida de uma lateral para a movimentada Route 1, a estrada local, e ele investiu US$ 250 mil na construção de um teatro para suas apresentações. Assentos dispostos em forma de arquibancadas estão posicionado diante do palco selado por fibra de vidro transparente em que ele trabalha.

"Esse é meu sonho", diz Murphy, diante do ônibus, que agora está carregado de recortes de jornais e outras recordações de suas carreira. Os espetáculos começam às 19h, e Murphy parecia irrequieto, com a aproximação do horário. "Temos platéia?", ele perguntou.

Até agora, neste verão, o público tem sido esparso, mas as apresentações continuam. Em uma terça-feira recente, a família Schaffer, da Virgínia, que conhece Murphy, passou para cumprimentá-lo e assistir ao espetáculo.

"O cara sabe o que faz", disse Peter Schaffer, que compareceu com os dois filhos e a mulher. Murphy entrou na cabine e começou a entalhar. Não demorou para que um grande tronco se tornasse um jogo de mesa e cadeiras. Depois, ele atacou uma peça menor, com uma serra menor, observando de perto. O resultado foi uma pequena joaninha, que ele exibiu em cima de uma moeda de 10 centavos de dólar.

O espetáculo durou 90 minutos, e ele entalhou iniciais na fivela de um fotógrafo ressabiado, acompanhadas por uma lua e as palavras "the end" (fim, em tradição livre). O show não foi dos melhores porque o sistema de som falhou, e isso o preocupou um pouco.

Mas ele realmente não se preocupa com platéias. O ano passado mostrou que o movimento maior começa depois da metade de julho, e em um dos espetáculos, 50 pessoas pagaram para assistir, em 2007. Ainda assim, ele continuará trabalhando mesmo para platéias bem menores.

"É experimental, ninguém tentou isso antes", disse Murphy. "Sou uma daquelas figuras dispostas a pular do trampolim na ponta funda piscina e testar a água."



Pêlo de Pé Grande da Índia é enviado para análise de DNA

Cientistas britânicos que examinaram pêlos encontrados na Índia que pertenceriam ao lendário Yeti, também conhecido como Pé Grande ou abominável homem das neves, enviaram a amostra para exames de DNA em laboratórios diferentes.

Os cientistas afirmaram que a série inicial de exames, com microscópios sofisticados teve resultados inconclusivos.

O especialista em macacos e biólogo Ian Redmond afirmou que os pêlos têm uma "semelhança impressionante" a pêlos coletados pelo alpinista britânico que escalou o Everest, Edmund Hillary.

Redmond disse à BBC que os pêlos coletados na Índia são "potencialmente muito animadores".

"Temos muita sorte de os pêlos indianos apresentarem folículos que podem ser identificados, que contém células, então há chances de chegarmos mais perto da verdade", afirmou.

A BBC recebeu os pêlos de Dipu Marak, que acredita na existência do Yeti e coletou os pêlos em uma floresta densa depois de a criatura ter sido supostamente avistada por um guarda florestal durante três dias seguidos em 2003.

A criatura, que na Índia é chamada de "mande burung" (ou "homem da floresta"), teria sido avistada em volta das colinas de Garo, no estado de Meghalaya, nordeste da Índia.

Herbívoro

Dipu Marak afirmou que os pêlos podem fornecer provas da existência de um animal semelhante ao macaco, preto e cinza, cuja altura seria de cerca de três metros.

Marak estima que a criatura pese 300 quilos e acrescenta que o animal seria herbívoro.

Vários relatos de aparições do animal ocorreram durante vários anos, com testemunhas diferentes a oeste, sul e leste das colinas Garo.

E os exames preliminares dos cientistas britânicos não refutam a crença de Marak.

"Agora sabemos definitivamente que estes pêlos não pertencem ao urso negro asiático, não pertencem a um porco do mato e não se parecem com pêlos de várias espécies de símios. Estes pêlos continuam sendo um enigma", afirmou Redmond.

"Outra coisa que posso confirmar é que, se estes pêlos realmente pertencem a um Yeti, então eles --assim como seres humanos-- sofrem de pontas duplas no cabelo", brincou o biólogo.

Primatas.

Os exames nos pêlos foram feitos na Universidade Brookes de Oxford com microscópios sofisticados, que aumentaram os pêlos em 200 vezes.

Depois de serem ampliados, estes pêlos foram comparados com um banco de dados de outros pêlos coletados por Redmond.

Redmond e a estudiosa de primatas Anna Nekaris conseguiram, depois dos exames, descartar os candidatos mais óbvios a serem os donos dos pêlos.

De acordo com Redmond e Nekaris existem chances de que estes pêlos pertençam a uma espécie desconhecida de primata.

"Há apenas dois anos uma nova espécie de símio foi descoberta no norte da Índia. É perfeitamente possível que existam regiões de selva onde um macaco desconhecido possa existir", afirmou.

Os dois cientistas lembraram que há pouco tempo uma grande espécie de macaco, já extinta, conhecida como gigantapithecus, percorria a região. Segundo Redmond era uma espécie desconhecida e sem registros de fósseis e a criatura teria uma altura estimada três metros de altura.

Os cientistas afirmam que, se o Yeti existir naquela região da Índia, não é impossível que ele seja algum tipo de descendente da criatura.